Natureza cruel


Só há duas formas de vencer uma guerra: a primeira é se render e a segunda lutar até o fim. Qual será o limite do sofrimento necessário para levar alguém a despedaçar-se para não desistir. O instinto que nos é próximo leva-nos a um duelo até o último fio de vida. Lutamos com todas as nossas forças ainda que muitas vezes saibamos que é o fim.

Mesmo diante de uma ameaça iminente de morte, nos agarramos a um fio de esperança e brigamos pelo que nos é de direito: a vida. Tudo passa muito rapidamente e sequer temos a oportunidade de avaliar as opções. E se nos é dado o precioso tempo, ainda assim, desistimos devido a incapacidade de escolher.

Não sabemos lidar com o excesso. E muito menos com a falta. Ambos exploram o pior e o melhor de quem quer que seja. Se muito ou pouco temos, mais queremos. Não somos capazes de estabelecer o limite para aquilo que considerado seguro. Mesmo tendo tudo aquilo que almejávamos com tanto afinco, somos ainda capazes de crueldades.

Será o homem cruel por natureza? Que luta é essa que não acaba até que a morte lhe abrace? Que homem é esse que está disposto a provocar aflições para ver seus objetivos atingidos? Quanto sacrifício por quase nada. Quanto desperdício de tempo, este que é tão raro e caro.

Perdemos a noção do que é realmente valioso para nós. Do que realmente é o verdadeiro valor. O que pode realmente transformar o pior dos homens. Que pode unir e construir fortalezas humanas. Aquilo que deveríamos lutar diariamente até o último sopro de vida. Falta-nos o mais importante: a integridade.

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