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É tempo de mudanças. Tempo de começar a escrever uma nova história. Ninguém sabe o que deu em mim, e sequer sei o que estou fazendo. Talvez eu saiba muito bem, dada a certeza da minha decisão. Acho que isso já estava sendo construído pouco a pouco, aqui, em algum lugar, dentro de mim. Faltou o que precisava: um empurrão. Despedir não é fácil. Foi aqui que me transformei. Criei teias que espero nunca romperem-se pelo dedos brincalhões de uma criança curiosa. Não poderei deixar de olhar para trás e de ver tudo que vivi com pessoas inesquecíveis. Segurar as lágrimas ao despedir não será fácil (não quero que vejam nenhuma dúvida em meus olhos, mas a certeza que poderão contar comigo sempre que precisarem). Forte estou, porque a "audácia" (coragem) de dizer muitos “não's” e poucos “sim's”. Coragem essa, que me fez crescer. Em momento algum direi que perdi, mas que serão acréscimos para viver ainda mais da certeza. Felicidade é/será consequência, e já desfruto dela pelo pouco que pude proporcionar. Creio que seja apenas um retorno (e que venha mais). A saudade já aperta, e meu "olhar" já não é o mesmo: olho para eles e vejo caminhos tão diferentes!? Mas sempre um completando o outro. Sempre odiei despedidas, porque é algo dilacerante: não consiguimos respirar, o peito doi e lágrimas internas tentar curar o que só o tempo poderá fazer. Que vocês não vejam meus olhos, e “forçarei” aquele sorriso que vocês dizem amar. E será com ele que irei dizer: “até breve...”.
Comentários
Querido, sorte a você nessa nova empreitada. Eu nunca me esquecerei de seus olhos misteriosos e completamente redondos. Nada mais lúdico do que nos esbarrarmos num local onde a loucura foi imperativo no passado, mas que hoje é amores e tentativa de reconstruir. Talvez não faça sentido, mas foi belo e jamais me esquecerei. Aquele atraso, naquele manicômio, aquele gigante de corpo e alma e de bom coração... =)