O Vazio #2

Sou a saudade que corrói. A dor que impulsiona. A felicidade que confunde. Sou um pouco menos que isso. E não sou nada disso. Sou perdido. Sem caminho. Tolerante com o tempo e infeliz com os ponteiros que insistem em avançar. Espero recompensas de momentos que proporciono. E espero por momentos que nunca serão possíveis. Bobo a vida me vez. Mas não cego a ponto de não enxergar aquilo que realmente importa. E como qualquer idiota, insisto em não querer ver. Insisto em não esperar nada além do tempo que passa. O sangue que simboliza a morte e a vida. Que aquece, mas também corrói. E faz sofrer. Não há coração que não sangre. E não há sorriso que não machuque. Apenas os direcionamentos de ambos poderão dizer se serão ou não a cura. Angustia por não saber esperar. Domínio que foge às mãos suadas e calejadas. Esperança que magoa, machuca, alegra e enfurece. Nada mais doloroso que a espera pelo que ainda poderá vir a ser, e mais doloroso ainda é ver o partir de quem deveria sempre permanecer.

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