De nada adianta
O Verão não foi o suficiente para aquecer aquilo que acreditei ser um coração. O tempo passou, e não sei mais o que pulsa em mim. Às vezes acreditamos que fazer escolhas drásticas podem, também, resultar em mudanças drásticas. Mas não é bem isso que acontece. Quando essas escolhas afastam de nós quem realmente é importante, deixamos de escolher por aqueles que nos faz bem, para nos tornarmos aquilo que acreditamos ser melhor. Seria correto? Seria a melhor “escolha”?
O Outono esfriou um pouco mais o que pulsa em mim. E o que pulsa, já não é o bastante para aquecer-me. Então, as escolhas ficaram ainda mais frias e injustas. Comigo e com quem quero bem. Se decidir pelo que é justo, nem sempre fará com que o certo seja realmente justo, de nada adianta escolher pelo certo e de nada adianta ser justo com quem talvez realmente importe - comigo?
Quem gosta, sabe que é errado. Quem ama, sabe que é idiotice. De ambos, um pouco. O errado talvez justifique a idiotice, mas não justifica as burradas. Então, talvez eu não devesse seguir pelo que possa ser errado, drástico, idiota, frio, calculista e simplesmente agir como um tolo. Que mesmo de cabeça erguida não poderá ter suas tolices justificadas.
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