Delírios silenciosos
Através das lágrimas que acumulavam-se em meus olhos senti o desejo. O sabor salgado adentrava minhas entranhas e evitava meu apodrecimento. Talvez o longe me maltrate. Mas o que é o longe quando olhado para o espaço infinito, mesmo com tantos Sois, consegue permanecer obscuro? Um Talvez não é certeza. O Sol expande-se para demonstrar poder, mas com isso se auto-destrói. Não pode iluminar tudo. O escuro faz parte, porque o temor ao desconhecido é necessário. Limitações são importantes. O que é a distância para os sentimentos? Ou o que são os sentimentos para a distância? Nós somos o tempo, quando integramos algo; e quando permitem ocuparmos um pequeno espaço para sermos mais que somos hoje. É quando nos permitem termos significado e sermos significantes.
De tão pequeno nesse mundo sinto-me insignificante até para mim mesmo. Ó ignorância... (...) (...) (...)
Um sorriso sincero, mas não humilde. Um olhar intenso que queima. Uma presença animadora, mas suicida. Uma existência tão pesada sobre uma frágil alma. Tudo resultado de caminhos que levaram-me a encontros nunca antes planejados, mas que agora fazem-se esperados. E com eles um novo sentimento. Uma esperança renovada e a fé de podermos encontrar o melhor no pior. E a história repete-se mais uma vez. Não com os mesmos detalhes, mas com a mesma essência na esperar pelo inacabado. “Eis a minha loucura: o que me faz ser forte diante a insanidade dos homens¹”.
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