My Way

Hoje minhas palavras saem dos meus dedos com extrema fluidez. Talvez o clima fechado tenha me inspirado, pois faz com que nos fechemos também. Quero falar coisa com coisa, quero apenas deixar fluir. Sair. Desengasgar. Deixar ir para não mais voltar. Não quero o que não posso controlar. Não quero o que não posso aceitar por estar além do que meus valores permitem.

Sabe aquela velha máxima que diz: não quero nada que eu também não possa oferecer. Quisera eu que fosse esse caso. Pois o que quero é tanto quanto eu. Eis minha dificuldade de simplesmente deixar ir. Quero lutar, mas não posso. Quero brigar, mas não me permito. Não quero sentir isso ir como se vão minhas palavras. 

Quero algo meu. Pra chamar de meu. Pra gritar o meu. Pra chorar e sorrir o meu. Viver o meu. OBERSAVAÇÃO: sem posses. É possível? Claro que sim, pois tenho minha vida, chamo-a de minha, e não consigo domina-la. A verdade das verdades. 

Estou preso ao pensamento de que devo deixar ir, enquanto minhas entranhas dizem para segurar com tudo que posso. Há ainda uma maldita voz que insiste em dizer: o passado é sempre mais forte. O passado sempre há de ganhar.

Então qual o caminho?




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