Mergulho nas profundezas
Vivo a eterna dúvida de saber quando me sentirei completo. Quem ou o que nos levará a tal certeza. Talvez nunca venha senti-la por completo. Talvez a morte seja o momento em sentirei a completude invadir meu corpo e libertar a alma para o que é eterno.
Penso.
Quando completo sou inteiro? Ou sou inteiro quando completo?
Se inteiro despedaço-me. Não suporto a
possibilidade de viver uma vida sem que faltem pedaços. Preciso buscar e encontrar
e perder e conectar a tudo e a todos. Preciso sentir que preciso de partes que
só outros possuem. Ou seja, preciso também
de pessoas e coisas incompletas.
Perdi-me.
Mergulhei no mundo que existe dentro de mim. Vi o brilho
resultante da energia nuclear que são as almas. Fundindo-se com cada célula do
meu corpo. Vi o quão forte essa energia e células agarram-se umas às outras. E
vi e senti e entendi que uma depende irredutivelmente das outras. Necessitam! Ou
seja...
Encontrei-me.
Sou inteiro demais para aceitar metades.
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