Não há de ser nada


Pode ser que eu consiga ir até o final. Pode ser que um dia eu volte a confiar. Mas ser 8 por 80 tem suas consequências: não saber esperar. Se vivemos de escolhas, porque não fazê-las logo. Para onde nos levaria a espera? E isso tem me levado para outros cantos, lugares nunca antes frequentados em algum canto da minha consciência. Há momentos que vejo o brilho, mas há outros que está tão opaco que, mais uma vez, inunda minha mente de dúvidas. Definitivamente nem tudo é o que parece. E realmente não é!

Sorrio, mas dói. Uma dor que de tão doida nem sangra mais. Medo. Somente medo. Medo de machucar e medo de ser machucado. Medo de correr e de parar. Alma inquieta e rebelde. Alma torturada pelas conspirações do tempo.

Ainda sinto a tortura da espera. Sinto a ansiedade do tempo para mais uma vez para me empurrar de algum abismo. A encruzilhada não é meu lugar, e sei que meu caminho é tomar uma direção... e seguir. Talvez seja tempo... tempo de aceitar que nem tudo pode ser do jeito que se espera. Quem sabe seja a hora de começar a caminhada (de fazer a escolha). Agora, apenas sei que não suporto a espera do incerto. Meu coração volta a secar e volto ao meu lugar. Alçar voos mais altos é necessário, mas torna-se essencial uma direção. De uma coisa eu sei: eu só não quero a indecisão. 

“Brilha onde estiver, faz da lágrima sangue que nos deixa de pé.” (Teatro Mágico)

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