O sétimo dia - Último
Você só tem uma escolha. Ou você fica ou você corre. Correr é melhor que fugir. Um implica em coragem, o outro, em covardia. Depende apenas do contexto e do ponto de vista. Ninguém quer ser visto como um covarde, podendo até gerar certo desconforto, mas a verdade é que todos nós temos um lado, ou uma parte, covarde.
Temos medo de encarar novos desafios, tais como ter um novo amor. É complicado, mas todos teem medo de dar um novo passo, seja ele qual for. Temos medo do que pode vir a ser diferente. Temos medo do passado, mas muito mais do futuro. E sequer ousamos viver o presente. Mas se pensarmos bem, logo o presente não faz nenhum sentindo. Ele é uma consequência do passado e uma perspectiva de futuro. Uma conexão sem fim. Para tanto, como deixar de ter medo, se um dia o presente será consequência do passado? Viajar no tempo às vezes seria uma solução, mas perderíamos o prazer de viver as grandes emoções. E essas, só as vivemos em sua plenitude quando chegam de surpresa e tornam-se inesquecíveis.
Viver em sonhos ou apenas na vontade, não o levará a lugar algum. Não espere que as coisas, ou pessoas sejam atraídas até você. Alimente-se de coragem às vezes e encare a vida como ela é. SEM devaneios. Esses são bons, mas em pequenas doses para fazê-lo encontrar um pouco de paz nesse mundo turbulento. Acelerado. Velocidade é um grande problema. Relatividade. Ação. Reação. Tudo acontece tão rápido, que se não agirmos logo, ficamos paralisados no tempo. Perdemos nossa vez e só nos restará lamentar o passado. Mais uma vez, o passado será uma consequência triste do seu presente. A solidão. Amigos nos preenchem, mas ainda assim, algo fica faltando; a cereja em cima.
Brincar de pique-espera pode não ser uma boa ideia. Pensar demais faz o sábio sentir-se tolo. Mas a prática em demasia, faz o sábio ser inconsequente. Resta apenas uma vertente: viver seus devaneios. É acreditar e valorizar suas ideias e suas capacidades como ser pensante. De ser racional. É tornar-se inspiração aos que acreditam em suas palavras. É ser capaz. Corajoso, porém jamais inconsequente.
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